Polícia dos EUA encerra show de Simone e Simaria

Um dos assuntos mais comentados do final de semana passado na internet foi a interrupção do show da dupla Simone e Simaria 15 minutos antes do previsto na sexta-feira (28), no River Yatch Club, em Miami. Lotação, desorganização, som ruim e atraso para começar foram as reclamações dos fãs que foram ao local ouvir os sucessos das “coleguinhas”.

Lugar lotado, fila para pegar bebida, desorganização e caos, essa foi a minha experiência no show”, disse Sabrina Braga, que foi com o marido assistir ao show. “Pagamos caro e o que tivemos foi uma péssima experiência”, completou.

A polícia americana recebeu várias reclamações através do fone 911. Rapidamente, algumas viaturas se dirigiram ao clube onde se realizava o evento musical. Os policiais constataram algumas irregularidades e não quiseram conversa com os organizadores e nem com as cantoras sertanejas brasileiras.

A assessoria das cantoras se manifestou sobre o ocorrido: ”Faltando quinze minutos para o encerramento do show, a polícia adentrou o local e obrigou o término imediato da apresentação, impedindo até que as cantoras se despedissem do público. A produção de S&S tentou impedir que isso ocorresse, já que a casa tinha a liberação de funcionamento até as 2h, mas os próprios policiais se dirigiram até a mesa de som e desligaram os equipamentos“.

“A produção de S&S tentou impedir que isso ocorresse, já que a casa tinha a liberação de funcionamento até as 2h, mas os próprios policiais se dirigiram até a mesa de som e desligaram os equipamentos”, segundo informações da Revista Veja.

O show contou com a presença de famosos brasileiros como o humorista Ceará, ex-Pânico, e a mulher, Mirella Santos, e as atrizes Karina Bacchi e Larissa Manoela, que possui casa em Miami.

Outro fato que chamou a atenção, é que ninguém reclamou ou tripudiou sobre a decisão policial. Todos foram embora imediatamente, aceitando a determinação unilateral.

Isso no direito chama-se “Poder de Polícia”, que é a “faculdade que tem o Estado de limitar e condicionar o exercício dos direitos individuais, a liberdade e a propriedade, tendo como objetivo a instauração do bem-estar coletivo”, conforme preceitua a jurista Maria Sylvia Di Pietro.

Quem já viajou para os EUA, sabe que a polícia americana não é muito de conversar e pedir explicações. Quando constata que alguém está cometendo alguma irregularidade, o policial simplesmente cumpre a lei. Cabe ao infrator ficar calado e responder apenas às perguntas que lhe forem feitas.

Se o detido não acatar as ordens do policial, poderá responder por outros crimes com penas duras e sem benefícios, como por exemplo: desacato, desobediência, resistência à prisão e perjúrio, se eventualmente mentir para a polícia.

Se o presente fato acontecesse no Brasil, com certeza teríamos rapidamente uma enxurrada de críticas ao trabalho dos policiais, que seriam chamados de arbitrários, despreparados e ainda seriam acusados de terem praticado crime de abuso de autoridade.

"Portanto, democracia sem poder de polícia vira bagunça, desarranjo social, insegurança jurídica e prevalência da vontade dos desordeiros, vândalos e arruaceiros contra os ditames da lei." comenta o Dr. Jorge Lordello - delegado de polícia - no site Dr. Segurança

 

 

Fonte: Achei USA
Imagem: Demetrius Borges | AcheiUSA
Matéria sugerida por: Antonio Carlos Oliva | Facebook