Fórmula 1 Elétrica não vai acontecer

O carro conceito Mission E. A Porsche

Por: Redação | Caderno Digital Esportes
Em: Quarta feira, 26 de setembro de 2018
Imagem: Reprodução | Internet

Jean Todt e Ross Brawn formaram uma das duplas mais vitoriosas da história da Fórmula 1. Com o francês no comando esportivo e o inglês dirigindo a parte técnica, a Ferrari faturou cinco títulos de pilotos e de construtores consecutivos, de 2000 a 2004, tendo Michael Schumacher como terceiro pilar deste triunvirato. Mas agora os dois divergem...

Em agosto, Brawn, que ocupa o cargo de diretor técnico da Fórmula 1, disse com todas as letras que a Fórmula 1 poderá ter um motor totalmente movido a energia elétrica daqui a dez anos. No entanto, para Todt, o presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), a principal categoria do esporte a motor no planeta não será que nem a Fórmula E, criada em 2014 com uma concepção 100% elétrica.

"A Fórmula 1 elétrica não vai acontecer! Estamos falando de duas categorias completamente diferentes. Os carros de Fórmula E não podem desenvolver a mesma velocidade do que na Fórmula 1. É uma das razões pelas quais as corridas estão sendo realizadas nas cidades - não seria interessante vê-las em Monza, por exemplo" disparou Todt.

Apesar de rechaçar as comparações, e de descartar uma F1 totalmente elétrica (hoje existem nos sistemas de recuperação de energia nas unidades de potência híbridas), Jean Todt elogiou a FE:

"A Fórmula E está se desenvolvendo bem. A distância da corrida agora pode ser coberta por um carro. Isso mostra que o automobilismo não pode ser apenas um show, mas também um laboratório. Mas gastar tempo comparando a Fórmula E com a Fórmula 1 é simplesmente chato."

Grupo responsável pela parte comercial da F1 desde o ano passado, o Liberty Media queria simplificar o regulamento dos motores a partir de 2021 para reduzir os custos e atrair novos fabricantes. No entanto, é bem provável que as atuais especificações - ou seja, os motores híbridos - permaneçam na categoria por pressão dos atuais fornecedores.

MOBILIDADE ELÉTRICA

No passado dia 10 de abril, a Federação Internacional de Automobilismo - FIA aceitou a inscrição da Porsche como construtor na Formula E, o que significa que a equipa de fábrica de Weissach pode continuar a perseguir o desenvolvimento do seu próprio sistema de propulsão elétrica, previsto para homologação em 2019.

Tal como no projeto Le Mans Prototype 919 Hybrid, Andreas Seidl será o responsável pelo desenvolvimento técnico e execução do programa. A Formula E vai fornecer o chassis e a bateria, mas todos os componentes do sistema de propulsão serão desenvolvidos pelos próprios participantes, permitindo à Porsche encontrar soluções à medida para tecnologias chave, como o motor elétrico, o inversor, o sistema de travagem brake-by-wire, a transmissão, o diferencial, o eixo de transmissão, o monocoque e os componentes da suspensão agregados ao eixo traseiro, assim como o sistema de refrigeração e a centralina. A eficiência energética do sistema de propulsão não só representa um papel decisivo na competição ao atrair muitos dos mais reputados construtores automóveis, como também é fulcral no desenvolvimento de automóveis elétricos para utilização em estrada. A entrada da Porsche na Formula E, em 2019, vai coincidir com o lançamento no mercado da versão de produção do concept Mission E. A Porsche vai investir mais de seis mil milhões de Euros na mobilidade elétrica até ao final de 2022.

Curta a página do Jornal eCuesta no Facebook e fique por dentro das principais notícias e novidades: www.facebook.com/jornal.ecuesta/