Justiça reconhece erro

Laerte Codonho, sorrindo, acenando com o dedo indicador apontado para cima

A Justiça reconheceu que houve erro na investigação da empresa responsável pelo refrigerante brasileiro Dolly e mandou desbloquear os bens do dono da marca, Laerte Codonho.

No dia 10 de maio, Codonho chegou a ser preso por suspeita de fraude fiscal, organização criminosa e lavagem de dinheiro em uma operação coordenada pela Procuradoria-Geral do Estado e pela Procuradoria Seccional da Fazenda Nacional de São Bernardo do Campo. O empresário foi solto nove dias depois.

Segundo as investigações, Codonho teria usado uma empresa sediada nos Estados Unidos para comprar uma mansão de luxo no interior do estado de São Paulo. O Ministério Público entendeu a compra do imóvel como prova de omissão de patrimônio adquirido por fraudes fiscais. O valor da transação teria sido de 1 milhão e 200 mil reais.

A defesa de Codonho sustenta que a Procuradoria teria confundido o nome da empresa que adquiriu o imóvel com o nome de uma offshore aberta pelo empresário nos Estados Unidos para expandir a marca do refrigerante Dolly internacionalmente.

Nos registros do estado de Nevada (EUA), levantados pela Procuradoria-Geral, foram protocolados o nome de duas empresas em 2010: Lumia Capital Industries e Lumia Industries. Somente a última pertence ao dono da fábrica.

A Justiça reconheceu o erro e retirou a empresa Lumia Capital do processo contra o empresário. Na mesma decisão, a Vara da Defesa Pública de Diadema ordenou o desbloqueio de bens de Codonho, que ainda não aconteceu, segundo ele, pois não houve confirmação da decisão vinda do Ministério Público ou da Justiça Federal.

Ambas as Procuradorias afirmaram que só se "manifestarão nos autos do processo".

 

Curta a página do Jornal eCuesta no Facebook e fique por dentro das principais notícias e novidades: www.facebook.com/jornal.ecuesta/

 

Fonte: Folha de São Paulo
Em: Sábado, 28 de Julho de 2018
Imagem: Reprodução | Eduardo Anizelli | Folhapress