Estação Primeira de Mangueira é Campeã

Estação Primeira de Mangueira é Campeã

Por: Redação | Jornal eCuesta
Em: Quinta feira, 06 de Março de 2019
Imagem: Reprodução | Internet

Estação Primeira de Mangueira é a campeã do grupo especial das escolas de samba do Rio de Janeiro. Com o enredo "História pra ninar gente grande", a agremiação contou a trajetória de heróis esquecidos e anônimos, especialmente índios e negros. Entre os homenageados a vereadora Marielle Franco (PSol) executada a tiros no ano passado.

O Jornal eCuesta acompanhou a apuração das notas, que aconteceu na tarde desta quarta-feira (6), diretamente da Marquês de Sapucaí.

O título da verde e rosa foi garantido antes da revelação da última nota, do quesito fantasia. Com a vitória, a agremiação conquistou o seu 20º troféu de grande campeã do Carnaval carioca.

A Mangueira liderou a disputa em todos os quesitos. Mas o campeonato foi concorrido: a agremiação superou a segunda colocada, Viradouro, por apenas três décimos. Confira:

Estação Primeira de Mangueira é Campeã

Durante o desfile, a verde e rosa emocionou os foliões na Marquês de Sapucaí e arrancou gritos de "é campeã". Um dos pontos altos foi a aparição da imagem de Marielle em uma bandeira. À frente da ala estava a viúva da vereadora, Monica Benicio. A apresentação primorosa já havia rendido à escola o Estandarte de Ouro.

Com 3.500 componentes, a escola verde e rosa apresentou heróis como o guerreiro Sepé Tiaraju, que tentou evitar o massacre dos guaranis pelas tropas de Portugal e da Espanha.

Foram recontadas batalhas entre índios e portugueses, com tribos dizimadas. Uma das alas mostrou os índios Cariris e sua luta para que o Nordeste não fosse invadido, em um conflito de mais de 50 anos.

Um grupo de musas da comunidade chamou a atenção por representar importantes mulheres negras, como Acotirene, matriarca do Quilombo dos Palmares, e Adelina Charuteira, da campanha contra a escravidão no Maranhão.

Outro momento de representação feminina foi um dos carros foi empurrado apenas por mulheres.

O quarto carro contou a história de Chico da Matilde. O jangadeiro negro lutou para impedir o embarque de escravos no Ceará e foi importante para abolição da escravidão na região.

As alas seguintes apresentaram caricaturas que caçoaram de Pedro Álvares Cabral (apresentado como presidiário) e Pedro I (montado em uma mula). Cheio de livros gigantes, o quinto carro da Mangueira simbolizou "A história que a história não conta", mais uma vez questionando as lições ensinadas nas escolas.

Tanto a Mangueira quanto a Viradouro voltam à avenida no sábado (9/3) para o desfile das campeãs. As duas últimas escolas colocadas foram rebaixadas e desfilarão pela série A em 2020. São elas: Império Serrano e Imperatriz Leopoldinense.

 

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